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Casa e Jardim | 09/08/2010 20h17min
Crianças dão trabalho: trocar fraldas, dar mamadeira e acordar no meio da noite para colocá-las para dormir são só algumas das obrigações dos pais. O maior problema – ou melhor, preocupação – é mantê-las seguras quando começam a dar seus primeiros passos sozinhas. Janelas, tapetes, produtos de limpeza, fogão e até vasos sanitários merecem atenção especial para evitar acidentes com os filhos pequenos.
Maior causa de mortes entre crianças de até cinco anos, os acidentes domésticos são, praticamente, inevitáveis, mas podem ser minimizados, tanto em quantidade como em periculosidade. Crianças são curiosas, estão vendo pela primeira vez a maioria das coisas que as cercam e exploram tudo à sua volta. Por isso, é preciso tomar precauções para reduzir os riscos.
As janelas, por exemplo, devem conter redes ou grades. A medida deve, obviamente, ser adotada para evitar que a criança caia ou pule para fora. Grades podem, também, ser colocadas nas extremidades das escadas, evitando que o pequenino suba e desça desacompanhado, o que pode lhe causar uma queda perigosa.
As grades também são imprescindíveis no caso de haver piscina no local. Elas podem salvar a criança de cair na água e se afogar. O afogamento, por sinal, é um risco ao qual os filhos muito jovens estão expostos constantemente, seja na banheira ou até no vaso sanitário. Com um ano de idade, a cabeça dos bebês pesa o equivalente a um terço do corpo, o que impede, caso ele caia de cabeça para baixo no vaso, de sair sozinho da privada.
Outras adaptações
Os móveis também merecem cuidados especiais. Não que você precise trocar o mobiliário da sua casa, mas é possível, por exemplo, colocar proteções especiais de plástico – chamadas cantoneiras – nas quinas das mesas e estantes. Não menos importantes, os protetores nas tomadas, para evitar choques elétricos, são fundamentais para segurança do lar. Outra medida que pode ajudar é colocar antiderrapantes em baixo dos tapetes.
Já para evitar acidentes na cozinha, as recomendações são: usar, preferencialmente, as bocas de trás do fogão; deixar os cabos das panelas virados para a parede e, se for preparar algo que espirre – como frituras, por exemplo –, afaste a criança da cozinha.
Tira isso da boca, menino....
Crianças estão em fase de experimentação, literalmente. Além de ainda estarem conhecendo o mundo, costumam levar à boca tudo que estiver à sua frente. Não é difícil se deparar com um pequenino comendo areia ou terra. Se o que tiver dando mole forem remédios, então, coloridinhos e semelhantes a doces, a chance do caso ir parar em um hospital é grande.
Para evitar que isso aconteça, a recomendação é armazenar os medicamentos em armários altos, aos quais as crianças não tenham acesso. A medida vale, também, para os produtos de limpeza – que não devem ser armazenados em garrafas de refrigerantes, por exemplo, a fim de evitar que as crianças os confundam com bebidas. Caso não haja armário longe do alcance delas, uma alternativa é colocar travas nas portas que abrigam produtos perigosos.
Ainda com relação ao fato de levarem tudo à boca, pequenas peças de brinquedo e moedas podem levar a criança a se engasgar. Algumas plantas ornamentais – como “comigo-ninguém-pode”, “espada-de-são-jorge” e “saia-branca” – podem gerar intoxicações, urticárias e até mesmo um choque anafilático.
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